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FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela



Segunda-feira, 16.07.07

O que diz Saramago!

A certas personalidades é permitido dizer todo um chorrilho de disparates que ao comum dos mortais está vedado, sob pena de ser apelidado de louco, néscio ou, referindo-me ao caso que me faz escrever estas linhas, de traidor.

O que diz Saramago? À pergunta do Jornalista do DN «Qual é o futuro de Portugal nesta península?» Saramago não hesitou: «Não vale a pena armar-me em profeta, mas acho que acabaremos por integrar-nos.» (Ver entrevista do escritor ao D.N. de 15.07.07). Portugal «Seria, então, mais uma província de Espanha?», interroga o jornalista: «Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla la Mancha e tínhamos Portugal.» Esta entrevista é um primor. Vale a pena ser lida. Como defende José Saramago, Portugal passaria a ter o alto estatuto de província de Espanha, ou da Ibéria!

Parece não haver dúvida de que um Prémio Nobel também pode desconhecer a História do seu próprio país. Não se pode ser bom em tudo! Mas desconhecer que Portugal vai a caminho de nove séculos de história, não fica bem ao escritor português José Saramago. A não ser que ele faça tábua rasa de tais conhecimentos e prefira enfatizar os seus conhecimentos da História de Espanha, o que não é crime nenhum, mas…

Que diria ele e seus apaniguados do marxismo-leninismo, se alguém dos outros quadrantes políticos defendesse o que ele está agora a propor, a integração de Portugal em Espanha? Por certo que sobre quem ousasse dizê-lo cairia o Carmo e a Trindade… No mínimo diriam que se estava a hipotecar a Pátria, a vender a soberania portuguesa ao estrangeiro. Mas como é um Prémio Nobel da Literatura que diz, tudo bem!

Esperemos as reacções do Partido da sua simpatia, que por certo irão ser bastante elucidativas e enriquecedoras para a nossa cultura e identidade.

Portugal, como Pátria, que faz parte da Europa, é um país mais antigo do que Espanha. Tem uma língua e cultura próprias. A sua identidade é inquestionável. E tem uma História consolidada.

Pois, que o escritor José Saramago continue a viver no seu «exílio» em terras de Espanha, mais precisamente, em Lanzarote, escrevendo sobre a sua “Ibéria” e a defender os interesses de sua Majestade. É livre de o fazer. Fique por lá, mas não queira que os restantes cidadãos portugueses se tornem súbditos de sua majestade o Rei de Espanha, pessoa muito estimável, que conhece bem Portugal.

Senhor José Saramago, não tenho nada contra Espanha, como não tenho nada contra a França, mas sou português e republicano, deixe-me chamar a este rectângulo, à beira-mar plantado, Portugal, livre e independente.

António Pinela

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publicado por António Pinela, eFilosofia às 18:20


comentários

De jose a 29.07.2007 às 11:11

No defiende los intereses de su majestad como dices. En España este tema no interesa nada, es un tema surrealista. Obviamente no creo que nadie en serio quiera unirse a Portugal, para eso esta la UE que es donde debemos desarrollarnos. Lo que si es importante es tener mas respeto hacia los demas, Por cierto la diferencia entre un politico y un escritor es que el politico ocupa una responsabilidad de respresentacion de ciudadanos por lo que sus opiniones en contra de ellos son muy criticables, pero el escritor se representa a sí mismo y tiene todo el derecho a su opinión, aunque sea desacertada o mala.

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