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FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela



Domingo, 14.04.13

O Sentido da Educação Filosófica

A propósito, deste dia de reflexão (01.10.17), dia de eleições autárquicas, se tiver paciência, leia este texto para descontrair.

 

Falaram-me há dias do sentido.

Que é para ti o sentido?

Que sentido?

O sentido que faz sentido!

Referes-te ao sentido da vida e das suas contradições?

Sim.

Achas que tem sentido?

Creio que falas do sentido de viver, de ter, de ser e de aprender…

Sobretudo de aprender e de Ser.

Naturalmente que aprender e Ser faz sentido!

Mas diz-me, existe diferenças entre aprender e ser?

Ou seja, para aprender é necessário Ser, achas que isto tem sentido?

Tem sentido aprender?

Com certeza!

Se não aprendemos, como sabemos!

Mas sabemos alguma coisa?

Que cepticismo esse, homem!

Porque aprendemos, sabemos.

Quer dizer, porque sabemos, aprendemos,

O que me parece que faz sentido...

De que coisas aprendemos o sentido?

Aprendemos o sentido da Geografia e da Economia,

Do Português, do Inglês, do Latim, do Grego e do Francês.

Da Gramática, da Linguística e da Matemática.

Da Biologia, da Física, da Mecanotecnia e da Sociologia.

Da Agricultura e da Filosofia.

Que mais temos que aprender?

Outros saberes que nos indiquem o lugar do nosso Ser!

Sabes, por acaso, onde vivo?

Eis o meu endereço:

O meu nome é António        

Resido numa Rua de uma Cidade,

Lisboa é a Capital,

Portugal é o meu País,

A Europa é o Continente,

Terra, o Planeta,

Um dos nove (?) do Sistema Solar,

Do qual disto cerca de 150 milhões de quilómetros.

O Sol, o Sistema a que pertenço,

Dizem os Sábios, é a estrela que se encontra mais perto de mim.

Por seu turno, o Sistema Solar está inserido numa Galáxia que contém aproximadamente 100 milhões de estrelas, cujo centro é constituído pela Via Láctea.

Podem, ainda, endereçar-me a vossa correspondência para este sítio,

Que é uma Nebulosa, ou faixa esbranquiçada,

Que se vê, no Céu, em Noites claras e é devida a uma multidão de estrelas.

A centenas de milhões de anos-luz existem outros sistemas, separados do nosso pelo Vazio,

Que se distribuem no Espaço infinito, como pequenas ilhas num Oceano Imenso…

Mas se não me encontrarem em nenhum destes lugares,

Há outras possibilidades, há sempre mais uma possibilidade:

Enviem o vosso correio para o Infinito,

Que Aristóteles sustentava a impossibilidade de se conhecer,

Mas que Demócrito dizia que era o Espaço Vazio.

Já que vos dei o meu endereço,

Espero por notícias vossas!

Agora já sabem onde estou.

Mas sabeis quem sou?

Sófocles afirma que

            “Nada é mais maravilhoso do que o homem”.

            Eu sou um homem.

Nietzsche defendia que o homem é

            “O animal que não se define nunca”.

            Fico confuso!

Karl Jaspers, usando de bom senso, defende que o

            “Homem é, em princípio, mais do que pode saber de si”.

            O que me conforta.

António Gedeão diz de nós

            “Inútil definir este animal aflito.

            Nem palavras,

            Nem cinzéis

            Nem acordes

            Nem pincéis

            São gargantas deste grito.

            Universo em expansão.

            Pincelada de Zarcão

            Desde mais infinito a menos infinito.”

Já sabemos também quem sou.

Mas não fica por aqui a minha curiosidade,

Que é fonte de saber: Lembras-te?

Falámos de algumas disciplinas

Que não me disseram de onde venho,

Que caminhos serão os meus, és capaz de me indicar?

E sem te querer aborrecer, usando o teu saber,

Diz-me para onde vou?

Que projecto é o meu Destino?

E se não sou atrevido,

Faz-me mais um favor,

De tudo isto explica-me o Sentido!

No entanto, se te sentes embaraçado, podemos interdisciplinar,

Façamos todos uma reflexão sobre a nossa situação,

Implementemos uma dialéctica para encontrar a síntese que nos indique o Caminho, a Rota, a Via,

E quem sabe, talvez encontremos o Sentido de Tudo isto com a ajuda da Filosofia.

(António Pinela, Reflexões, 1987).

 

Nota: publicado no blog em 2013:

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publicado por António Pinela, eFilosofia às 15:53



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