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FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.



Sábado, 11.05.13

Idosos de Portugal, uni-vos!

Para as suas poupanças, este governo (de Passos/PSD – Portas/CDS) corta em tudo o que ainda mexe. Mas quem mais tem sofrido com esta ferocidade destruidora têm sido os funcionários públicos e os reformados e pensionistas. Então, os pensionistas, que já são velhos, dão trabalho e, amiúde, adoecem, e não têm poder reivindicativo, têm sido o “bode expiatório” desta governança social-democrata/democrata cristã. Ao ouvir estes senhores, ficamos a saber que, para eles, os velhos têm a obrigação de morrer, são uns empatas, não estão cá a fazer nada e são um empecilho à regularização das contas públicas do Estado! Por isso, IDOSOS/REFORMADOS E PENSIONISTAS de Portugal uni-vos contra este governo, senão temos que partir para o outro Mundo, para ele/governo poupar os milhões que lhe faz falta, segundo os seus critérios e compromissos que assumiu com a famigerada tróica; com os bancos, com assessores pagos a preço de ouro, etc.

Mas quando me refiro aos pensionistas, estou a pensar naqueles que têm uma longa carreira contributiva para CGA, que são os mais visados. É neste ponto que me interrogo: é justo cortar nestes pensionistas? Porque não cortam naqueles que descontaram uma dúzia de anos, ou nem tanto, e auferem pensões elevadas ou mesmo elevadíssimas, se comparadas com aquelas que auferem o comum dos portugueses? Creio que não preciso indicar nomes, Passos Coelho sabe muito bem quem eles são. Basta olhar para o seu Partido e, provavelmente, encontrará quem está nessa situação. Porquê? Será que as pessoas que estão a beneficiar desta disposição ficam bem com a sua consciência, quando observam que o governo está a “lixar” o Zé, que, em muitos casos, nem ganha para se alimentar?

Onde está a ética governativa, onde está a moral dos políticos que admitem semelhante desigualdade? Porque não corrigem estas situações? Ou para estes casos, a retroactividade é inconstitucional, mas para o Zé Povinho não é?

Que democracia é a nossa? Que liberdade criámos com o 25 de Abril? Onde está a justa repartição dos rendimentos?

A conclusão a que chego, sem reflectir muito, é que o governo despreza o povo e, em particular, os velhos. Aliás, estes são mesmo o alvo a abater. E vão consegui-lo: cortando, cortando… nas pensões, aumentando as taxas moderadoras, anulando apoios que alguns doentes tinham, como os doentes oncológicos. Não estou a falar por ouvir dizer.

Referindo-me a mim próprio, já não sou um menino que quer fazer carreira nalgum partido, num governo, na Europa ou em qualquer Banco ou Empresa; já passei dos 70. Comecei a “vergar a mola” com 10 anos de idade; trabalhei 55 anos; descontei, 40 anos para a Segurança Social e para a CGA. E como eu, tantos outros…

Antes de me aposentar, dirigi-me à CGA, em Lisboa, apresentei o meu histórico de descontos. Disseram-me, naquela Instituição, quanto iria auferir de pensão mensal. Tudo isto com base num CONTRATO que eu e o Estado assinámos, havia já muitos anos. Enquanto estive no activo, nunca me foi proposto que alterássemos o contrato. E assim me aposentei acreditando que vivia num Estado de Direito, e que este iria cumprir com as suas obrigações, porque eu confiei-lhe as minhas poupanças (descontos mensais), para que as capitalizasse e, assim, quando eu precisasse, na reforma, ser-me-iam devolvidas em parcelas mensais. Com que direito e legitimidade quer, agora, este governo, retirar-me o que é meu? Sinto-me enganado pelo Estado, representado, nestes últimos dois anos, por Pedro Passos Coelho. Para mim e, infelizmente, para a maioria dos portugueses, o Estado deixou de ser uma “Pessoa de Bem”.

Mas, senhores do poder, não se esqueçam que o poder é efémero, é transitório, e os reformados são uma força poderosa: têm, além do poder da palavra, o poder do voto. Oportunamente, façamos valer este poder. Os idosos não se estão a lixar para as eleições.

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publicado por António Pinela, eFilosofia às 22:57



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