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FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.

FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.

28.08.19

004 A crítica


António Pinela

A. Pinela 2005  02.JPG

 

Hoje o tema é “A CRÍTICA”. Não é verdade que toda a gente se acha crítico de qualquer coisa?

No sentido corrente (ao nível do senso comum), a crítica é um juízo desfavorável (a crítica é o contrário de elogio). No entanto a crítica não é isso. É, antes, um estudo ― uma apreciação ― destinado a avaliar uma obra, um procedimento, uma atitude, de modo favorável ou desfavorável, procurando situar o seu contexto, as significações expressas ou subentendidas, os tipos de raciocínio, etc. (façam um comentário crítico deste texto, diz o professor). A crítica é, portanto, análise, comentário, estudo ou exame de argumentos, de razões, de motivos, de textos, de obras de arte, de factos, de acções, procedimentos, etc., com a finalidade de formular juízos.

Ao nível do ensino/aprendizagem, a crítica é um exercício que deve estar integrada numa lição ou numa actividade escolar menos formal, a fim de se lhe apreciar o conteúdo, o método, o valor, a eficácia.

A crítica é um instrumento fundamental do trabalho intelectual. Mas criticar não é sinónimo de maledicência, isto é outra coisa bem diferente, e é apanágio daqueles que tudo sabem, mas que nada explicam. Estes são generalistas, que se dizem críticos de qualquer coisa, e com isso sustentam o seu espírito, embora só produzam repetições e trivialidades desconexas e, por vezes, transferidas.

De modo simples, a crítica labora da seguinte forma:

  1. Análise da situação seja ela qual for: um acontecimento, uma ideia, um texto. Esta análise pressupõe independência total face a subjectividades, preconceitos, simpatias e outros.

Se queremos que nos respeitem e ver considerada a nossa produção intelectual, não temos outra possibilidade: temos que ser objectivos, elucidativos, imparciais.

  1. Identificação clara e objectiva de aspectos positivos e negativos (quando os houver e dizer porquê) da situação em análise.
  2. Proposta do autor comentador para melhorar a situação ou compreensão da leitura que faz do objecto analisado.
  3. Tudo isto, documentado com a análise, a reflexão, as ideias próprias e as propostas alternativas.

Assim se faz uma crítica: Analisar, Identificar, Propor, Documentar. Tudo o resto não passa de fantasia ou de pretensiosismo desapropriado. Que traz de útil apenas dizer: «Isso está mal»?

Se produzir um comentário (ou elaborar um texto mais desenvolvido), a partir da análise que efectuou, não se iniba de recorrer a autoridades sobre o assunto que está a tratar (outros autores e suas obras), para se documentar suficientemente; mas identifique, claramente, autores e obras consultadas, a fim de sustentar o seu trabalho. É importante que o faça, pois dará mais credibilidade às suas reflexões, e ao seu nome.

António Pinela, Reflexões.

27.08.19

A felicidade segundo Santo Agostinho


António Pinela

felicidade santo agostinho.jpg

Analisar o pensamento do Santos Agostinho, mesmo que a análise se limite ao diálogo De beata uita, é uma tarefa muito interessante, mas, ao mesmo tempo, nada fácil.

A leitura do Diálogo sugere-nos, com frequência, outras leituras do próprio autor, como por exemplo De Ordine, Contra Académicos e Confissões. No entanto, tive que fazer opções quanto à metodologia a seguir: ler ou reler outros textos de Agostinho que me ajudariam a compreender os conteúdos do Diálogo, mas que, por certo, me influenciariam na sua interpretação; ou reflectir apenas  sobre De beata uita a partir do próprio texto? (…) Optei pela segunda hipótese, (…) porque este Diálogo vale por si mesmo e a hermenêutica do texto não será influenciada por outras leituras, embora, como é óbvio, eu tenha sofrido, no sentido positivo, influências decorrentes dos debates desenvolvidos no Seminário de Mestrado, que muito me ajudaram. (…)

Neste sentido, esforçar-me-ei, tanto quanto me for possível, por apreender a mensagem que Santo Agostinho transmite, embora tenha plena consciência de que não conseguirei esgotar as tendências abordadas por Agostinho. Pois, o que proponho com a minha reflexão é tão só uma leitura do texto de entre outras possíveis. Consequentemente, na perspectiva de melhor alcançar o sentido do tema que Agostinho propõe, seguirei a sua orientação pedagógica, isto é, não me desviarei muito da ordem sequencial do Diálogo.

A abordagem do Diálogo Sobre a Felicidade, de Santo Agostinho, tem por objectivo analisar e compreender o modo como o Santo abandonou uma vida, que considerava indigna, e se dirigiu para outra, a vida virtuosa, por meio do conhecimento de Deus. Por conseguinte, o presente trabalho centra-se mais concretamente num período muito particular da vida de Agostinho e pode ser datado: É a época em que ele parte com algumas familiares e amigos para Cassicíaco.

O meu interesse pelo estudo do Diálogo de Agostinho deriva do facto de me interessar pela problemática da felicidade. Não é verdade que todos  (cada um a seu modo) queremos ser felizes? É o que pensa Agostinho, com o qual estou totalmente de acordo, embora ele tenha escrito este belo livro em 386 d.C.

Santo Agostinho procurou e encontrou a felicidade em Deus, outros encontrarão aquele estado espiritual em outros objectivos. (...)

Mas voltemos ao texto De beata uita. A sua leitura como que nos transportará para o mundo de Agostinho, isto é, para o mundo que ele descreve consubstanciado na sua vivência e que nos leva a imaginar uma personalidade atractiva, possuída de um coração que pulsa ao ritmo da vida que quer viver, mas que também se preocupa com os outros. Por isso, indaga a verdade, não pelo simples facto de a procurar, mas porque a ama, do mesmo modo se interessa pela vida feliz, porque quer ser feliz.

Devido a grandiosidade do assunto, estou consciente de que a abordagem que faço do texto de Agostinho não é exaustiva, não só por eventual falta de capacidade interpretativa do autor deste trabalho, como também pela riqueza de conteúdos e pela abundância de imagens que Agostinho imprime à obra.

António Pinela

22.08.19

Vergílio Ferreira e o existencialismo


António Pinela

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(...) O texto, ora, apresentado é o resultado de apontamentos que preparei para a realização de um colóquio, sobre as «Marcas do existencialismo na obra Aparição de Vergílio Ferreira, para professores de Português e de Filosofia, na Escola Secundária Augusto Cabrita, em Barreiro, a 3 de Abril de 2000.

A ideia surgiu em conversa com colegas da disciplina de Português que, diziam, sentiam algumas lacunas nos domínios de algumas correntes de pensamento, que a leccionação da disciplina de Português requer.

Efectivamente, e só para citar alguns autores, como Camões, Fernando Pessoa, Antero de Quental ou Vergílio Ferreira, verifica-se que é necessário ter algum domínio de determinados temas filosóficos para leccionar algumas obras destes e de outros autores, que os Programas escolares contemplam. Com efeito, frequentemente encontramos nas suas obras (romance, poesia ou ensaio) desenvolvimentos filosóficos, com o objectivo de melhor expressarem os seus sentimentos mais profundos. É, por exemplo, o caso de Aparição de Vergílio Ferreira.

Motivado pelos colegas, resolvi traduzir em colóquio o que eram apenas apontamentos dispersos. É aquele trabalho, agora mais elaborado, mas mantendo o mesmo formato, que apresento, neste pequeno livro, aos interessados nestas temáticas.

Texto breve, mas suficiente para o fim em vista: uma introdução ao existencialismo – 1ª parte, e a identificação das marcas do existencialismo em Aparição de Vergílio Ferreira (com citação de trechos da obra) – 2.ª parte.

É um trabalho despretensioso que visa ajudar todos aqueles que necessitam de uma informação rápida, mas cuidada, tendo em vista o fim a que se destina. É apenas uma ajuda. A minha intenção é tão só que este texto possa servir de trampolim para leituras mais profundas e para outras temáticas, que porventura esta leitura sugira.

Haja em vista a abrangência e importância do existencialismo, corrente filosófica marcante do século passado, e as temáticas que aborda, que muito influenciou o pensamento de Vergílio Ferreira. Foi esta constatação que despoletou em mim o interesse por esta breve reflexão.

Por si só, estes factores são, a meu ver, suficientes para que os professores de Filosofia e de Português se interessem pelas temáticas referenciadas neste texto, bem como todos os professores ou estudiosos das grandes correntes do pensamento e de seus cultores, que marcaram e marcam o nosso tempo (António Pinela).

Visite: http://www.eurosophia.com/livros/vergilio_fereira_e_o_existencialismo.htm

21.08.19

Dissertação de Mestrado em Filosofia


António Pinela

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A FUNDAMENTAÇÃO METAFÍSICA DA ESPERANÇA EM GABRIEL MARCEL

Dissertação de Mestrado em Filosofia, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa, 1996.

Resumo da tese publicado na Revista FHILOSOPHICA, N.º 10 (1997), Edições Colibri, Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pp. 162-168.

Quando iniciámos o estudo da filosofia de Gabriel Marcel, ficámos com a impressão de que ele não era muito lido entre nós, impressão que, infelizmente, se veio a confirmar.
 
Sabíamos, no entanto, que Manuel Antunes escrevera, em Novembro de 1973, logo após a morte do filósofo, que ele se revelara «um dos mais lúcidos, mais livres e mais preocupados defensores do humano no homem, no que vai do século». E um pouco mais adiante, é ainda Manuel Antunes que chama a Gabriel Marcel «Um sage que soube ver, escutar e discernir, apontando os caminhos a trilhar e os caminhos a evitar».
 
Tão elogiosas referências aguçaram o nosso espírito: queríamos ter mais informação sobre o filósofo francês. Por isso, nos aventurámos na pesquisa das suas ideias, mais precisamente daquelas que se prendem mais directamente com o tema da nossa dissertação: A Fundamentação Metafísica da Esperança. (...)
 
Com efeito, a nossa reflexão visa expor, tanto quanto o nosso saber o permitir, o pensamento marceliano da esperança, entendida esta como uma resposta credível para chamar a atenção dos graves problemas que atormentam o homem do nosso tempo, que, não raro, mergulha nas profundezas da descrença, que é o caminho mais curto que conduz o homem ao desespero.
 
A esperança é um daqueles temas que tem sido pouco tratado entre nós, muito menos, ainda, tem havido a preocupação de observar em que se fundamenta. Talvez que seja considerada assunto menor da Filosofia! No entanto, ela é permanentemente evocada por todos nós.
 
Se tudo nos corre bem, diremos: «Eu tinha a esperança de que assim seria». Se as coisas não vão pelo melhor, também não desistimos: «Tenho esperança de que da próxima vez é que é!»
 
Gabriel Marcel fala-nos destas questões. Procura esclarecer o sentido da esperança, em que se fundamenta e qual a sua eficácia. Quisemos, por isso, compreender a importância das suas preocupações neste plano da vida humana.
 
Gabriel Marcel faz parte de uma geração de filósofos, cuja especulação filosófica tem como ponto de partida a sua própria experiência pessoal. Ele recusa conceber a vida enquadrada num sistema, porque, segundo ele, não existem sistemas de vida, mas unicamente sistemas de pensamento. Com efeito, não é sensato pretender enquadrar o ser humano, com todas as suas fraquezas, vícios e virtudes, vontades e particularidades, em sistemas pré-determinados.

Gabriel Marcel está plenamente convencido de que só no quadro de uma filosofia concreta é possível pensar e compreender o homem, mas o homem das vivências reais, aquelas que cada um vive. Anti-intelectualista convicto, interessa-lhe simplesmente o ser concreto e individual. O filósofo é, aliás, hostil à racionalização e à conceptualização da vida, uma vez que estas «faculdades» descambam facilmente para a generalização e, consequentemente, para o plano do abstracto. E o filósofo, escreve ele, só pode contribuir para salvar o homem de si mesmo, mostrando sem piedade nem descanso as devastações causadas pelo espírito de abstracção. (...)
 
A metodologia marceliana consiste, por conseguinte, em irmos ao encontro «do nosso próprio eu» e apreender o que há de mais original e pessoal em nós, no sentido de compreendermos o ser que somos enquanto estamos em situação, enquanto vivemos cada situação. É este percurso reflexivo que permite descobrir o sentido e o valor filosófico da vida. (...)
 
A experiência pessoal e concreta, aquela que mais preocupações nos traz, podemos, assim, traduzi-la pelas situações de cativeiro por que passa o ser humano, como são as doenças, a perda de um familiar, da liberdade ou de outras contrariedades da vida. Por tudo isto, o homem está sujeito a desesperar.

No entanto, e apesar de todos os obstáculos, o homem tem uma enorme capacidade de renovação da esperança. Com efeito, esta é, ao mesmo tempo, uma atitude espiritual perante o conhecimento das situações dramáticas e uma resposta a essas mesmas situações. É uma atitude espiritual, na medida em que o homem de esperança vive em estado de disponibilidade e de crença na possibilidade da superação daquelas situações. É uma resposta, porque não se deixa inebriar pelo quadro desesperante em que está envolvido.
É esta crença na esperança que faz com que o homem seja capaz de restaurar a integridade que, não raro, julga perdida. (...)
 
Em conformidade com o que tem sido dito, acresce dizer que o único caminho para superar o desespero é, de facto, a união convivencial e o amor. Seguro desta realidade, Gabriel Marcel aconselha a multiplicação das relações humanas e a lutar, com todas as forças, contra o anonimato descaracterizador da pessoa humana, que vigora no tempo actual.
 
Enquanto filósofo da existência, o nosso autor não privilegia a afirmação do eu. Reflectindo sobre si próprio, conclui que a investigação filosófica se situa no ponto de junção em que o eu encontra o outro. Era sua convicção de que o eu só existe, na medida em que existe para os outros, porque o ser é sempre coesse – participação e comunicação.
 
Esta coexistência possibilita a abertura do eu aos outros e significa ascender até à invocação, situação que pressupõe o sentimento da vivência em comunidade, em que a comunicação com o outro é realmente uma comunicação com o tu. (...)
 
Filósofo itinerante, Gabriel Marcel é um pensador para quem, o facto de «estar-a-caminho», é o alvo e essência de todo o pensamento filosófico. E porque a sua reflexão é uma filosofia da presença, da fé e da participação, o filósofo analisa profundamente o sentido da existência humana, na sua experiência concreta, que faz da sua reflexão uma filosofia pessoal, aberta para o mundo e para Deus, e tem na esperança metafísica a sua última e mais alta afirmação.
 
O pensamento de Gabriel Marcel, na época em que escreveu alguns dos seus textos mais representativos, já traduzia a noite sombria que invadia as consciências mais atentas. Com efeito, o filósofo dá-se conta de que o homem contemporâneo está a deixar-se encaminhar para as fronteiras do desespero. Porém, afirma que mesmo nas horas mais dramáticas da vida humana cintilam chamas de esperança capazes de iluminar e revitalizar os corações. (...).

António Alfredo Batista Pinela, A fundamentação metafísica da esperança em Gabriel Marcel.

Visite: http://www.eurosophia.com/livros/fundamentacao_metafisica_da_esperanca_em_gabriel_marcel.htm

18.08.19

Realidade e conhecimento


António Pinela

INAUGURAÇÃO BIBLIOTECA DE CARVALHAL EM 23.10.200

REALIDADE. Em termos absolutos, “realidade” significa tudo o que existe. Ou, dito de outro modo, tudo o que é ou está: a existência efectiva de alguma coisa, que é verdadeira, que tanto pode designar um ser em particular, como o conjunto dos seres globalmente considerados. Mas há vários estados de realidade: há a realidade exterior (ao sujeito do conhecimento) ― tudo que é ou está para além de nós; mas também a realidade interior (ao sujeito) ― tudo que ocorre em nós, como a imaginação, a ilusão, a dor, a paixão, o amor ou o ódio, enfim, os sentimentos e as emoções. A ilusão, por exemplo, embora possa não corresponder a uma circunstância positiva, porque forjada num erro, engano, impostura ou quimera, é uma situação real e verdadeira em si mesma.

A realidade exterior e interior só podem ser apreendidas pela percepção e pela razão; mas percepção e razão mais não fazem que uma interpretação da “realidade”, porque esta apresenta-se, quase sempre, de forma multifacetada, o que dificulta o conhecimento.

CONHECIMENTO. Numa primeira tentativa, expliquemos o vocábulo “conhecimento” com a ajuda de um dicionário da língua portuguesa. Informa o dicionário que “conhecimento” é: faculdade de conhecer; relação directa que se toma de alguma coisa; noção; informação; experiência; pessoa com quem se tem relações; saber; instrução; perícia; forma do entendimento que representa o acto de conhecer, implicitamente contido na coisa conhecida. Estes são alguns exemplos por que é habitual traduzir a palavra “conhecimento”. A riqueza da informação apresentada mostra bem que não é fácil a apreensão imediata do sentido exacto de conhecimento; bastaria que nos propuséssemos analisar cada palavra ou frase descritas, para nos darmos conta das inúmeras questões contidas no acto de conhecer.

Com efeito, o conhecimento não ocorre de modo brusco ou por mudanças desordenadas; o conhecimento humano constitui-se por um progressivo aperfeiçoamento, partindo das experiências mais ingénuas, aperfeiçoando-se por etapas, até se situar na intelecção dos objectos, dos fenómenos e das ideias universais.

O conhecimento ou imagem que construímos do mundo, tal como decorre das nossas experiências, o mundo dos fenómenos, constitui sempre e apenas uma aproximação à realidade; aproximação que se constitui em teorias, ‘mais ou menos’ consideradas, mas sempre provisórias como é, aliás, todo o conhecimento humano.

No sentido do senso comum, o conhecimento é o que se conhece por transmissão da herança cultural, por influência do meio envolvente, da educação familiar, da experiência que vamos assimilando ao longo da nossa existência. Assim, falamos de conhecimento no sentido de que algo ou alguém nos é familiar: um objecto, um lugar, determinado tipo de conhecimento que adquirimos por experiência, uma situação, uma pessoa. Mas também falamos de conhecimento no sentido de podermos reconhecer ou distinguir um homem honesto ao ver algum, reconhecer ou distinguir a poesia popular da poesia erudita; mas ainda “posso dizer que conheço”: o Fédon de Platão, ao citar os seus conteúdos mais relevantes; as regras do cálculo comercial, demonstrando o que afirmo; as regras de trânsito ou como se conduz um automóvel; que conheço atitudes e valores, etc.

Somos incessantemente confrontados com uma imensidão de questões, a que tentamos dar resposta, na medida em que os nossos conhecimentos o permitem. Tal questionamento relaciona-se com o quotidiano, com a conduta humana, com o futuro do nosso existir, etc. Estas são questões comuns a todos nós. No entanto, a inquirição humana não se fica por aqui, pelo menos para aqueles que têm necessidade de ir mais fundo no saber e na exigência de respostas. Então, pode interrogar-se sobre questões de ordem religiosa, artística, científica, política ou filosófica. Num caso como noutros, responder a tais questões é, pelo menos, tentar satisfazer uma das necessidades mais complexas da actividade humana: o acto de conhecer.

As nossas experiências são: umas de natureza sensível, outras de natureza racional. Os sentidos possibilitam o conhecimento dos dados isolados, que se encontram desorganizados, sem ligação aparente; enquanto a razão procura organizá-los e transformá-los em conceitos gerais e leis. Daremos, por isso, alguma atenção aos seguintes elementos do conhecimento: sensação, percepção, razão (noutro texto).

António Pinela, Reflexões.

16.08.19

Como organizar um trabalho escolar


António Pinela

como organizar um trabalho escolar.jpg

A realização das diversas tarefas escolares, pelos alunos, deverá obedecer a um roteiro ou, mais especificamente, a uma planificação, por forma a facilitar o estudo e obter o sucesso. O aluno não deverá descurar este aspecto da sua aprendizagem, a fim de alcançar bons resultados e, com isso, ganhar tempo para outras actividades de seu interesse. Os bons resultados conseguem-se com uma boa organização do trabalho de estudo. Aplicar métodos ao trabalho é o caminho.

  1. Antes de proceder à recolha de múltiplos materiais com os quais pretende elaborar um trabalho, ou uma resposta a uma pergunta colocada pelo professor para o dia seguinte;
  2. Antes de elaborar uma enorme lista de enciclopédias, livros, manuais para o ajudar a esclarecer o tema que se propõe tratar;
  3. Antes de guardar no seu computador dezenas de páginas recolhidas na Internet;
  4. Antes de começar a ler e a escrever sem uma prévia planificação;

Gaste 10 minutos a ler este pequeno livro/ebook, que o informará como organizar um trabalho escolar, isto é, explica-lhe como  planificar e organizar os métodos de trabalho. E como o «tempo é dinheiro», dará o tempo gasto por bem empregue.

Ler Mais em: http://www.eurosophia.com/livros/como_organizar_um_trabalho_escolar.htm

António Pinela, Prof.

 

14.08.19

Horizontes da Filosofia


António Pinela

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Desde a sua origem, muito se tem dito sobre a filosofia. Para uns é muito importante, pois, diz-se, ela nos faz pensar e ajuda-nos a procurar o caminho da verdade; para outros, não é tanto assim, não passando de pura elucubração que anima o espírito dos filósofos. Pois que seja como cada um julgar. Filosofia é liberdade.

Desde que me encontrei com a Filosofia, intui que esta disciplina é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. É, portanto, um caminho para a verdade.

Sendo estudo crítico dos problemas que envolvem a natureza humana, a relação do homem com o universo, a relação do homem consigo próprio, com a sociedade, com o divino, com a vida e com a morte, a Filosofia possibilita uma visão do mundo muito mais conforme com a realidade. E porque nenhum assunto lhe está ausente, este tipo de saber, pelas suas características, é um saber inclusivo, dado que não exclui nenhuma necessidade do pensamento (António A. B. Pinela).

Ler mais em: http://www.eurosophia.com/