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FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.

FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.

02.02.14

Palavras de Portas


António Pinela

Paulo Portas disse, ontem (01.02.2014), em Valladolid, aos nossos hermanos, na Convenção Nacional do PP espanhol, que os «socialistas são bons a gastar o dinheiro dos outros», mas que depois recorrem aos partidos da direita «quando o dinheiro acaba».

Cheguei a pensar que Paulo Portas era um homem inteligente, conhecedor dos conteúdos de que falava, que racionalizava razoavelmente, quando aplicava a sua metodologia explicativa, por fases, para que, quem o ouvisse o entendesse melhor, dividendo a sua comunicação faseada: 1…, 2…, e, finalmente, 3…

Desta vez, em Espanha, ele não fez isso. E falou como lhe mandou a “cegueira” ideológica, esquecendo-se que na hora dos telejornais muito povo, mesmo a contragosto, o iria ouvir. E o povo que o ouviu, em Portugal, sabe (sigo a metodologia portista):

  1. Que Paulo Portas não cumpre, enquanto membro do “competente” governo de inspiração “social-democrata”/”democrata cristã”, com o que disse em campanha eleitoral (e os pensionistas e reformados que o digam!).
  2. Que ainda está por esclarecer a trapalhada com os GASTOS com os submarinos. Pelo menos, eu, ainda não ouvi ou li qualquer esclarecimento cabal por parte de quem tem essa competência, a começar por Portas.
  3. E finamente, ocorre-me lembrar ao sr. Paulo Porta e ao seu governo «de inspiração “social-democrata”/“democrata cristã”», que eles são muito «bons a gastar o dinheiro dos outros». Que outros? Não o dinheiro dos muito ricos e poderosos, não o dinheiro da alta finança, não o dinheiro das grandes empresas, nem dos bancos, mas sim este governo, onde se inclui o inefável Portas, é muito bom a GASTAR os tostões dos pobres, dos trabalhadores, em geral, e dos trabalhadores em funções públicas, em particular, dos reformados e pensionistas; e é muito bom a tornar miserável a função social do Estado, a empobrecer a escola pública, a definhar o Serviço Nacional de Saúde, a tornar residual a Segurança Social.

O sr. Portas deveria fazer um profundo exame de consciência, quanto às suas atitudes, tomadas de posição e pensamento político. Sei que estou a pedir muito. Como se pode pedir consciência a um inconsciente, a um espontâneo? Paulo Portas é um caso que merece estudo. Talvez desse uma boa tese de mestrado ou de doutoramento. Sei que ele é muito prolífero. Por isso, se alguém se afoitar a tal, deverá delimitar muito bem o tema da sua investigação. Porque o trajecto de Portas, desde, pelo menos, o Independente (1988), “dá pano para mangas”!

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