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FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.


Quinta-feira, 07.09.17

A REFORMA DO ESTADO…

Amiúde vem à baila a dita “REFORMA DO ESTADO”.

Ouvimos e vemos nas TV’s e lemos nos jornais que urge que Portugal faça as Reformas Estruturais. Reformas e mais reformas é o que reclama a direita, direitíssima, portuguesa, sobretudo aquela que governou no período da TROIKA, e agora, a contragosto, está na oposição. Mas, políticos, amanuenses e comentadores, tudo pessoas bem-pensantes apenas nos dizem: é preciso fazer a Reforma do Estado. Mas ficam-se por aqui. Não dizem quais as Reformas que é preciso fazer e, consequentemente, como as realizar. Pois é: dizer é uma coisa, fazer é outra, bem diferente, não é?

Questiono-me, então, será que estes sapientes “sabem” do que falam, ou falam de outiva, ou apenas correm atrás dos modismos para assinalarem: «eu estou aqui, também percebo da coisa, convidem-me para debates…»

Alguns, os mais afoitos, vão apontando as suas reformas: temos que acabar com as grandes filas de espera nos aeroportos, devido à deficiência dos serviços; não devemos permitir que o país arda mais e morram mais pessoas, devido à falta de coordenação de meios; que se apetrechem os quartéis para que não roubem mais armas… e outras coisas similares.

Outros, ainda mais “informados” vão dizendo que é preciso fazer muitas reformas, e dão alguns exemplos: O Serviço Nacional de Saúde, A Segurança Social, O Ensino Público, as Leis do Trabalho e acabar com “O modelo hostil à União Europeia, que perfilha o Modelo [neo] liberal…” Enfim, dizem os mesmos, que “precisamos de fazer reformas que tornem o Estado menos oneroso e mais eficiente” e “que se apoie mais a iniciativa privada". Tudo isto para criar aquilo que a direita retrógrada gosta muito: um Estado Mínimo. Porque uma política que fortaleça o Estado Social é algo que os repugna.

Os sábios a que me refiro, que tenho de ouvir e ler para os perceber, apelam, portando, a que o governo faça reformas, falando delas muito vagamente, para confundir o auditório, não indicando nada em concreto.

Seria interessante, e pedagógico, que tais personalidades dissessem claramente ao que vêm: que reformas querem, como as implementar? Desta forma dariam um forte contributo para o debate público de tão importantes medidas que defendem, e para o desenvolvimento sustentável do País, que tanto reclamam.

Deixem-se de apregoar loas que ninguém entende e digam ou escrevam palavras e textos que o povo perceba. Não falam para correligionários, apaniguados ou para amos. Falem claro e para todos.

 

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Quarta-feira, 14.06.17

O Estado Social é o caminho

Face às actuais políticas neoliberais, tão cantadas e elogiadas um pouco por todo o lado, que papel caberia ao estado, na sociedade contemporânea, se estas tivessem acolhimento profundo, uma vez que tais políticas tenderiam a reduzir o papel do estado a uma simples função residual?

Os neoliberais apregoam aos quatros cantos do mundo que querem menos estado e melhor estado, querendo com isto dizer que o poder de direito e de facto não deveria residir nos cidadãos, isto é, na democracia política, económica e social, mas sim teria que ser entregue aos grandes grupos financeiros e económicos, que tudo querem controlar e decidir, segundo a sua vontade. Basta ouvi-los.

Ora, cabe a todos os pensadores independentes dizer, bem alto, que a sobrevivência do Estado Social é essencial para a preservação do próprio Estado e elucidar os neoliberais que a redução do tamanho do estado até ao estado simbólico, que preconizam, conduziria à agonia das nações e dos povos, das famílias e dos cidadãos.

O Estado só pode mediar conflitos, naturais nas vivências em sociedade, se não for reduzido aos caprichos de poderosos grupos económicos, sob pena de deixar a maioria dos seres humanos à mercê dos seus caprichos e sem qualquer tipo de protecção.

Aja em vista que os grandes grupos económicos e financeiros ou não têm rosto ou raramente o têm. Os seus dirigentes mais importantes não são conhecidos, constituindo lóbis poderosos, com testas-de-ferro bem remunerados que, esses sim, em seu nome, dão a cara, tendo uns e outros no lucro o único objectivo das suas motivações.

O Estado, nas pessoas dos seus representantes, deverá ter como finalidade última não defraudar os princípios que enformam o modelo de sociedade sufragado pelos povos, de modo esclarecido, livre e democraticamente fundado.

O Estado tem que agir, criando condições para que todos usufruam do que a todos pertence. E reagir, se for caso disso. Isto é, quando qualquer tentativa de mudança, fora do modelo criado, pareça querer sobrepor-se.

Nota-se, no nosso tempo, o enfraquecimento do Estado devido àquela fórmula neoliberal: "menos estado melhor estado"! Por isso, é muito importante estar atento aos sinais que o sistema de globalização traz e reagir à menor tentativa de mudança fora dos limites que a lei constituinte consagra.

Os cidadãos do mundo não podem adormecer com os discursos muito bonitos e entusiasmantes que os ideólogos do neoliberalismo propagam. Nunca, por um só momento, deverá ser esquecido o dito popular, que diz: "fulano dá um chouriço a quem lhe der um porco". Esta máxima aplica-se à política neoliberal que tantas virtudes reconhecem na globalização da economia e da vida humana.

Com efeito o grande capital globalizado, à escala transnacional, vê, nesta política, reconhecidos os seus privilégios e reforçados os seus interesses. Se sem a alteração das Constituições Nacionais é o que se vê, tentam reduzir o povo a fragmentos, pense-se no que seria se o neoliberalismo ganhasse força política bastante e conseguisse mudar os textos constitucionais, segundo a sua vontade!

O Estado não pode abdicar da sua função reguladora dos interesses em presença. Os fortes têm sempre protecção, os fracos são sempre esmagados. Por isso, o Estado não pode permitir que os limites sejam ultrapassados. Há limites para a ganância e a sede de poder, mesmo dos pequenos poderes. Há limites para a redução do povo a mero instrumento de que os "senhores" se servem para criar a riqueza para si, sem medida. Há limites para a usurpação da dignidade dos seres humanos.

A razão de ser do Estado são as pessoas – todas as pessoas. Não apenas uma pequena minoria esclarecida, uma elite, ou um poderoso grupo económico. O principal papel do Estado é preocupar-se com o bem-estar do todo, que é a comunidade que o constitui, e não apenas com uma das suas partes. Por isso, o caminho é inevitável: reforçar o papel do Estado Social, consubstanciado na regulação dos bens vitais, nos princípios de solidariedade e na criação de igualdade de oportunidades. Se a prática política se desviar deste rumo, então o povo tem legitimidade para se opor, corrigindo os desvios,  mesmo que o poder vigente tenha resultado de eleições. (António Pinela, Reflexões)

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publicado por António Pinela, António Pinela às 22:43

Quinta-feira, 22.10.15

Os vícios e as virtudes

Vale a pena estar atento ao discurso político mais veiculado, nestes dias que passam, por políticos e comentadores que foram seduzidos pela lógica aristotélica e alinhados com o seguinte silogismo clássico:

  • Quem governa a Europa são os “mercados” (isto é, a direita),
  • Portugal faz parte da Europa,
  • Logo, quem governa (deve governar) Portugal são os mercados (isto é, a direita).

Tão simples como isto. O que Aristóteles (filósofo grego) inventou! Eles que tanto criticam a Grécia!

Com algumas excepções, esquecendo o que anteriormente disseram: “cobras e lagartos” da anterior coligação PSD-CDS (2011-2015), hoje cantam loas à coligação Portugal à Frente (PàF) e às suas virtudes, e, ao mesmo tempo, diabolizam o Partido Socialista e um eventual governo das esquerdas (PS, BE, PCP), apontando os seus vícios. É o maniqueísmo neoliberal em acção. Do lado da Direita está o Bem, do lado da Esquerda, o Mal. O responsável disto foi Manes (Mani ou Maniqueu [216-277 d.C.]) fundador do maniqueísmo.

Dizem tais comentadores, muito bem posicionados, e a direita virtuosa, que um governo à esquerda é “contra natura”, o que é natural é um governo de direita. É interessante atermo-nos no pensamento desta direita política: 1) fazer um governo à esquerda é trair o voto do povo; 2) apoiar um governo de direita é um acto patriótico. Os primeiros são viciosos, os segundos, virtuosos. É assim que o neoliberalismo se vê: Uma casta sacerdotal, imbuída do espírito santo, capaz de trazer aos pobres o pão e vinho. E açoites.

Ocorre-me ainda sinalizar que da perigosa e viciosa extrema-esquerda vieram para o PSD figuras, como: Durão Barroso (MRPP); e da esquerda comunista, Zita Seabra (PCP). Provavelmente, uma imensidão de escreventes e comentadores desconhece esta realidade. Com diria o outro: é a vida!

Paulo Rangel, ilustre eurodeputado e comentador de televisão, faz, agora, apelo ao “socialistas de bom senso” para que se aproximem da PàF! Este, agora, está muito preocupado com PS, porque os apoios que está a receber do PCP e BE não são genuínos e o PS, coitado, não merece isso. Chego a comover-me com a preocupação de Paulo Rangel. De todo o modo, vai dizente o mui douto Rangel que considera o PS irresponsável e que António Costa quer ser primeiro-ministro à força, mesmo que tal signifique aliar-se a um Partido que defende a saída do euro. A esperança de Rangel, e ele é um homem de fé, é que “felizmente há muitos dirigentes socialistas que estão contra esta opção de sedução da esquerda radical” (Palavras ouvidas na TV e lidas na Net).

Durão Barroso, ex-militante do MRPP, que aliás, se deu muito bem no PSD; ex-presidente da Comissão Europeia, que foi distinguido, ontem (21.10.15), com o “Prémio de Mérito do Partido Popular Europeu (PPE), juntou-se aos direitistas da Europa no ataque a António Costa, classificando um governo de esquerda de “coligação negativa”, sublinhando que Portugal “não deve pôr em causa todos os sacrifício que foram feitos. Não deve brincar com o fogo”. Ele teve um pequeno lapso. Esqueceu-se de dizer que também contribuiu para tais sacrifícios dos portugueses, mas que ele não foi beliscado na sua carteira; os portugueses que sofreram as agruras do seu partido, sim, sofreram muitíssimo, mas isso para ele tem pouca ou nenhuma importância. O que importa são os “tachos” que se arranjam na Europa à custa dos portugueses, mas estes não esquecem os cortes nos salários e nas pensões, o brutal aumento de impostos, o aumento das taxas moderadoras, etc., etc., tudo o que o seu partido fez em prol da pobreza dos portugueses. Como posso acreditar nas palavras desta gente, que tão mal me tratou, e os restantes portugueses que vivem de baixos salários?

Enquanto tudo isto, Rajov, presidente do governo de Espanha está aflito com o que se passa em Portugal, não vá o PSOE aliar-se ao Podemos…

Por último, e não menos importante, o Sr. Pedro do Ó Ramos diz que o PS “optou por propor ao país uma coligação negativa, politicamente antidemocrática”, acrescentado que “a vida terá sempre surpresas, pena é que aquela que agora se nos depara passe por atentar contra os próprios fundamentos de 40 de regime democrático (Artigo de opinião, no DN, de 22.10.15). E eu acrescentarei, ajudando este senhor deputado do PSD, pena foi que, em 2011, o povo, desprevenido e de boa-fé, tivesse dado a maioria à coligação de direita. E foi o que foi. Foram postos em causa “os próprios fundamentos de 40 de regime democrático”.

 

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publicado por António Pinela, António Pinela às 17:54

Domingo, 11.10.15

COSTA ESTÁ PRESO POR TER CÃO E PRESO POR NÃO O TER

Na minha opinião, António Costa vive a sua pior situação política, desde sempre. Que deve fazer António Costa e o PS?

1. Um governo com o PCP e o BE, ou deixar que o PSD/CDS formem governo?

2. Se fizer um governo com o PCP / BE, quanto tempo irá durar este tipo de governo, uns meses (até ao Orçamento de Estado), um ano, dois… Luís fazenda em entrevista ao jornal Observador diz que o PS tem todas as condições para constituir governo, porque não lhe faltará apoio ao “Programa”, mas quanto ao Orçamento, diz: isso depois logo se vê! Mais ou menos isto vem dizendo o PCP… Não estou preocupado com o que pensam os eurocratas de Bruxelas e de Estrasburgo, se fosse escolhida esta opção; não tive participação eleitoral na escolha daqueles… O que me importa saber é se o meu país, com esta opção, teria uma governação estável.

3. Se o PS deixar que o PSD e CDS formem governo, como justifica António Costa e o PS o apoio, ainda que passivo, dado a um governo de continuidade, que empobreceu o país, maltratou toda a gente, cortou salários e pensões, pôs reformados da S. Social contra pensionistas da CGA, aumentou impostos como nunca se viu, pôs novos contras velhos, trabalhadores públicos contra trabalhadores privados, gestão privada contra gestão pública, privatizou quanto pôde, ordenou que os portugueses imigrassem, chamou piegas aos portugueses, etc. Seria cansativo, para o leitor, enumerar aqui as diabruras que Pedro e Paulo fizeram aos portugueses.

4. Há outras alternativas? Há.

4.1. A vinculação a um programa de governo, com políticas bem definidas e datas a quatro anos, com a aprovação dos Orçamentos de Estado pelo PCP e BE, com ou sem participação destes no governo. Mas aqui coloca-se um problema ao PCP e ao BE: E as manifestações de rua com a Intersindical a liderar os movimentos contra o governo, seriam apadrinhadas por estes partidos, com a sua participação à cabeça do pelotão, como tem sido habitual? Seria interessante. Por outro lado, não nos esqueçamos que na génese destes partidos está o confronto, a radicalização das suas propostas, a percepção de que eles e só eles são os legítimos herdeiros das lutas dos trabalhadores, outrora simbolizados pela “vanguarda da classe operária”.

4.2. O PS deixa passar, no Parlamento, o Programa de Governo do PSD / CDS, abstendo-se e, aquando do Orçamento, impõe as suas linhas vermelhas, sem as quais este documento não passará na Assembleia Da República. Quais são essas linhas? O Secretário-geral do PS reafirmou, na noite de 4 de Outubro, que continuará a lutar por:

a) Uma viragem da página na política de austeridade e na estratégia de empobrecimento, consagrando um novo modelo de desenvolvimento e uma nova estratégia de consolidação das finanças públicas; com base no crescimento e no emprego, no aumento do rendimento das famílias e na criação de condições para o investimento de empresas.

b) Defesa do Estado Social: segurança social, educação e saúde, e um combate activo à pobreza e às desigualdades sociais.

c) Relançamento do investimento na ciência e na inovação, na formação e na cultura.

e) Mudança da política de Portugal no seio da União Europeia, tendo em vista a adopção de uma estratégia de convergência entre Estados-membros.

Não está fácil a tarefa de António Costa. Com se tudo isto não fosse muito, dentro do próprio Partido o entendimento da situação não está claro quanto ao caminho a seguir. E que tal um referendo às base do Partido, que pode ser feito numa semana?

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publicado por António Pinela, António Pinela às 23:08

Segunda-feira, 05.10.15

UM DIA DEPOIS

Tenho acompanhado, hoje, os comentários que se fazem por aqui na Net., claro está, relativamente às eleições de ontem. Dizem uns que o PS deve fazer acordos pontuais, de incidência Parlamentar, com o PSD/CDS, sem se envolver no governo, deste que este respeite aquelas balizas que António Costa lhes marcou ontem (síntese): terminar com a austeridade; promover o crescimento económico e o emprego; fortalecer o estado social.

Dizem outros que não. Costa deve fazer cair um governo da direita e assumir um governo de esquerda. Como A.C. não tem o número de deputados suficientes no Parlamento para sustentar tal governo, deve fazer um governo com o PCP e com o BE.

É aqui que as coisas também não são fáceis: Que propõem PCP e BE, já leram os seus programas? Simplesmente, que Portugal saia da NATO, da União Europeia e do Euro, e imponha a renegociação da dívida. Voltaríamos, então, ao escudo.

Pergunta de quem não é político profissional nem economista, e que tem muitas dúvidas: a quem nos iríamos aliar? Agradece-se os esclarecimentos possíveis.

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publicado por António Pinela, António Pinela às 18:19

Domingo, 30.08.15

HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS CONTADAS POR PASSOS COELHO

Conta Passos Coelho, o ainda primeiro-ministro e presidente do PSD: «Nós para crescer precisamos de financiamento, e para ter financiamento precisamos de pôr as contas em ordem. O resto (…) é uma história para crianças», preleccionou, alegremente Passos, no encerramento da “Universidade de Verão do PSD”, em Castelo de Vide (30.08.2015).

E quais são essas “histórias para crianças” do reportório de Passos Coelho? Rebuscámos apenas algumas, as mais preferidas do contador de histórias "social-democrata":

  1. Corte nos salários;
  2. Corte nas pensões;
  3. Aumento das taxas moderadoras;
  4. Brutal aumento de impostos;
  5. Criação da sobretaxa no IRS;
  6. Deterioração do Serviço Nacional de Saúde,
  7. Sufocação da educação;
  8. Danificação da Segurança Social;
  9. Precariedade no trabalho;
  10. Emigração de técnicos altamente qualificados, cuja formação foi paga com impostos dos portugueses;
  11. Insolvência de milhares de famílias: umas que já não conseguem pagar as rendas aos bancos, perdendo o seu lar; outras que já não conseguem pagar a electricidade, a água e o gás… vivendo abaixo do limiar de pobreza;
  12. Insegurança pública e privada;
  13. Venda dos símbolos de Portugal: TAP, CTT, REN, EDP, ANA (Aeroportos de Portugal) etc.
  14. Afrontamento sistemático do Tribunal Constitucional…

Eis, as “histórias” que o grande pensador social-democrata, Passos Coelho, gosta de contar às crianças. Histórias que não afectam só as crianças, mas também os pais e os avós destas. Vale a pena que as “crianças” em idade de votar, os seus pais e os seus avós reflictam sobre tais malévolas histórias, antes do dia 04.10.2015. Porque, se a coligação PSD/CDS ganhar as próximas eleições legislativas, crianças, pais e avós não tenham dúvidas, eles terão mais histórias para nos contar, a começar pelo corte de 600 milhões de euros nas pensões; bem como a entrega de parte dos descontos para a Segurança Social a serviços privados que, obviamente, visam o lucro. É aquilo que pomposamente chamam o plafonamento.

Estejam atentos às subtilizas da campanha eleitoral da coligação, que mais não visa que aniquilar o Estado Social, tão duramente conquistado desde o 25 de Abril de 1974. Data que eles tanto odeiam. Será Porquê?

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publicado por António Pinela, António Pinela às 23:01

Quinta-feira, 05.03.15

OS ESQUECIMENTOS DO SR. PRIMEIRO-MINISTRO

 

Afinal, o Sr. primeiro-ministro, Dr. Pedro Manuel Mamede Passos Coelho, não teve apenas problemas de esquecimento (ou ignorância) com a Segurança-Social que, segundo ele, pensava que era de pagamento optativo.

Por volta de 2003, um membro da minha família colectou-se nas finanças como trabalhador independente; após o acto, o funcionário que o atendeu disse-lhe, de forma imperativa: «Agora vá inscrever-se na Segurança Social”. No acto da inscrição, interroga a funcionário da Segurança Social: «que escalão escolhe?».

O não conhecimento da lei não iliba o incumpridor de alegar tal situação. E, além disso, o Sr. Passos Coelho, ao tempo, já tinha passado por uma (de entre outras) experiência política de elevada responsabilidade: deputado da Nação. Como alegar o desconhecimento da lei?

Os seus esquecimentos também se espraiaram aos pagamentos das suas obrigações fiscais, como os media bastamente têm difundido.

Ora, segundo se diz e escreve, o Sr. Dr. Passos Coelho foi alvo, entre 2003 e 2007, de cinco processos de execução fiscal. Alegadamente, estes processos referem-se ao ‘nobre’ esquecimento da entrega, atempada, das declarações do IRS!

Consta que a execução fiscal terá sido de cerca de 6 mil euros, e segundo o Jornal “Expresso”, correspondem ao esquecimento que decorre num longo período, que vai de 2003 a 2007. O senhor sofre mesmo da síndrome do esquecimento!

Disse, por estes dias, o Sr. Primeiro-ministro que não é um cidadão perfeito, ninguém o é. Como tal, terá entendido, no seu alto conceito, que não sendo perfeito, é natural que se tivesse esquecido de entregar, no seu devido tempo, aquelas declarações.

O problema não está num esquecimento, que poderá, a todo o momento, chegar à memória. O problema está numa sucessão de anos em que o Dr. Passos Coelho se esqueceu daquela obrigação, enquanto cidadão.

O primeiro-ministro, Dr. Pedro Passos Coelho, deve, por isso, um pedido de desculpas aos portugueses, que todos os anos são obrigados o declarar os seus rendimentos às finanças, no tempo em que estas decidem; e quando não o fazem, o Sr. primeiro-ministro sabe muito bem o que é que lhes acontece. Ou não sabe?

Aplica-se muito bem, nesta situação, aquela velha sentença: “Que bem prega são Tomaz, faz o que ele diz, mas não o que ele faz”: Assim vai a política, a ética e a moral do nosso pobre e triste Portugal, à beira-mar plantado.

 

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publicado por António Pinela, António Pinela às 19:43

Segunda-feira, 15.12.14

O PCP ESTÁ PRONTO PARA GOVERNAR

 

  1. Jerónimo de Sousa disse hoje (15.12.14), nas TV’s que está pronto para governar, desde que o PS rompa com as políticas de direita.
  2. Como nós temos acompanhado o ideário do PCP, desde o 25 de Abril de 1974, sabemos o que significa esta posição do PCP: Este partido estaria na disposição de governar com o PS, se o PS aceitasse cumprir, ipsis verbis, o programa do PCP, porque é através deste programa que, segundo Jerónimo, o país teria um governo patriótico, democrático e de esquerda.
  3. Jerónimo de Sousa sabe que o PS não aceitaria tal condição. Portanto, o PCP com os seus 7,90 % dos votos (PCP e PEV concorreram juntos na coligação PCP/PEV, tendo obtido o total de 441.147 votosXII Legislatura (eleição em 5 de Junho de 2011), quer impor as suas directrizes. Que grande humildade democrática!
  4. Por que lança o PCP a ideia de que está pronto para governar? Para que, mais tarde, possa dizer, todo ofendido: “Nós quisemos integrar o governo, eles é que não!”
  5. Mas a ideia não é bem esta: é mais sub-reptícia: Sabemos que, tal como o BE, o PCP é um partido de protesto, é aí que está a sua força. Não lhe interessando comprometer-se com um governo PS. Temos vários exemplos, desde o 25 de Abril, a confirmar que isso é verdade. Quantas vezes votou o PCP ao lado da direita (no governo da República e das autarquias) para derrubar o PS? Faça uma busca na NET e aí encontrará muitos exemplos.
  6. Só um: 1977: Governo de Mário Soares cai, após derrota de moção de confiança (PCP vota contra a moção, ao lado do CDS e do PSD). Quem ainda se lembra?
  7. Depois, como poderia o PCP estar a governar e, ao mesmo tempo, a fazer manifestações de rua, ao lado da Intersindical, contra o seu próprio governo? Dramático, não…
  8. Portanto, o que o PCP quer, e é pena, é atirar com poeira para os olhos do povo, que tanto diz amar.

 

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publicado por António Pinela, António Pinela às 16:24

Sexta-feira, 10.10.14

A INVENÇÃO CRATISTA

Que diabo de método de colocação de professores foi inventado pelo Sr. Ministro Crato?

Acabo de ouvir na RTP, no programa sexta às 9 (10.10.14), que a um professor foram atribuídos 75 (setenta e cinco) horários (!), enquanto milhares de docentes precisam apenas de um para sobreviver… De facto, que pensar da competência deste senhor professor que, não se sabe muito bem como, foi parar ao Ministério da Educação!

Já concorri a alguns concursos de professores, tenho acompanhado os concursos desde que me aposentei, por uma questão de informação, não me lembro de ter assistido a uma coisa assim…

Na minha opinião, o Ministro da Educação deve ser o exemplo de rigor, de sapiência, de moralidade e, sobretudo, de bom senso (FALAMOS DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO) que, segundo Descartes, «é a coisa do mundo mais bem distribuída, porque cada qual pensa ser tão bem provido dele…»

O Ministro da Educação apenas confirma a excelente competência deste governo: um desastre.

Dizia, no Parlamento, o Sr. Primeiro-ministro Passos Coelho que, afinal, não chega a dois por cento, os professores que não foram colocados. Coisa pouca. Mas o tal insignificante percentil corresponde a quantos seres humanos? Sim, porque o que se trata aqui são de pessoas que se dispõem a concorrer a todas as escolas do país, com esperança de conseguir um lugar para trabalhar e alimentar a sua família. Era esse esclarecimento que deveria ter sido dado. Mas isso mancharia a prelecção ministerial.

Aliás, este governo, «social-democrata/democrata-cristão», não fala das pessoas, mas de números, é, por certo, influência do Sr. Ministro da educação. Para o governo o que é importante são as percentagens... Tem menos impacto. São só dois por cento! Fica contente Passos Coelho

Com a ajuda de Santo Agostinho e do Papa Francisco, peço a Deus que nos liberte desta memorável competência!

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publicado por António Pinela, António Pinela às 22:41

Domingo, 02.02.14

Palavras de Portas

Paulo Portas disse, ontem (01.02.2014), em Valladolid, aos nossos hermanos, na Convenção Nacional do PP espanhol, que os «socialistas são bons a gastar o dinheiro dos outros», mas que depois recorrem aos partidos da direita «quando o dinheiro acaba».

Cheguei a pensar que Paulo Portas era um homem inteligente, conhecedor dos conteúdos de que falava, que racionalizava razoavelmente, quando aplicava a sua metodologia explicativa, por fases, para que, quem o ouvisse o entendesse melhor, dividendo a sua comunicação faseada: 1…, 2…, e, finalmente, 3…

Desta vez, em Espanha, ele não fez isso. E falou como lhe mandou a “cegueira” ideológica, esquecendo-se que na hora dos telejornais muito povo, mesmo a contragosto, o iria ouvir. E o povo que o ouviu, em Portugal, sabe (sigo a metodologia portista):

  1. Que Paulo Portas não cumpre, enquanto membro do “competente” governo de inspiração “social-democrata”/”democrata cristã”, com o que disse em campanha eleitoral (e os pensionistas e reformados que o digam!).
  2. Que ainda está por esclarecer a trapalhada com os GASTOS com os submarinos. Pelo menos, eu, ainda não ouvi ou li qualquer esclarecimento cabal por parte de quem tem essa competência, a começar por Portas.
  3. E finamente, ocorre-me lembrar ao sr. Paulo Porta e ao seu governo «de inspiração “social-democrata”/“democrata cristã”», que eles são muito «bons a gastar o dinheiro dos outros». Que outros? Não o dinheiro dos muito ricos e poderosos, não o dinheiro da alta finança, não o dinheiro das grandes empresas, nem dos bancos, mas sim este governo, onde se inclui o inefável Portas, é muito bom a GASTAR os tostões dos pobres, dos trabalhadores, em geral, e dos trabalhadores em funções públicas, em particular, dos reformados e pensionistas; e é muito bom a tornar miserável a função social do Estado, a empobrecer a escola pública, a definhar o Serviço Nacional de Saúde, a tornar residual a Segurança Social.

O sr. Portas deveria fazer um profundo exame de consciência, quanto às suas atitudes, tomadas de posição e pensamento político. Sei que estou a pedir muito. Como se pode pedir consciência a um inconsciente, a um espontâneo? Paulo Portas é um caso que merece estudo. Talvez desse uma boa tese de mestrado ou de doutoramento. Sei que ele é muito prolífero. Por isso, se alguém se afoitar a tal, deverá delimitar muito bem o tema da sua investigação. Porque o trajecto de Portas, desde, pelo menos, o Independente (1988), “dá pano para mangas”!

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publicado por António Pinela, António Pinela às 16:00


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