Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.

FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.

No melhor pano cai a nódoa

29.07.18, António Pinela
O BE tem feito uma campanha fortíssima contra a especulação imobiliária por todo o país e, particularmente, em Lisboa. Nalguns aspectos o Bloco até tem acertado nas denúncias feitas, noutros tem exagerado. E quando é que exagera? Quando se arvora em consciência nacional. O discurso moralista de Catarina Martins, que mais parece uma “velha beata” a chamar a atenção dos netos, é inapropriado. E ela devia ter consciência disso; mas não, a sua sanha de maldizer (que é em (...)

A reforma do estado

07.09.17, António Pinela
Amiúde vem à baila a dita “REFORMA DO ESTADO”. Ouvimos e vemos nas TV’s e lemos nos jornais que urge que Portugal faça as Reformas Estruturais. Reformas e mais reformas é o que reclama a direita, direitíssima, portuguesa, sobretudo aquela que governou no período da TROIKA, e agora, a contragosto, está na oposição. Mas, políticos, amanuenses e comentadores, tudo pessoas bem-pensantes apenas nos dizem: é preciso fazer a Reforma do Estado. Mas ficam-se por aqui. Não dizem (...)

Cavaco Silva e o seu roteiro.

12.11.15, António Pinela
Cavaco Silva vai à Madeira segunda e terça-feira (dias 16 e 17 próximos). Título do evento: «jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica». Matéria para o seu próximo livro, isto: Roteiro. Segundo a minha opinião e também, presumo, do Sr. Presidente da República, não há nenhuma crise política em Portugal, isto é, não há nenhum problema de governabilidade: O governo de Passos Coelho não foi demitido pela Assembleia da República (terça-feira, 10.11.15)); o governo (...)

Os vícios e as virtudes

22.10.15, António Pinela
Vale a pena estar atento ao discurso político mais veiculado, nestes dias que passam, por políticos e comentadores que foram seduzidos pela lógica aristotélica e alinhados com o seguinte silogismo clássico: Quem governa a Europa são os “mercados” (isto é, a direita), Portugal faz parte da Europa, Logo, quem governa (deve governar) Portugal são os mercados (isto é, a direita). Tão simples como isto. O que Aristóteles (filósofo grego) inventou! Eles que tanto criticam a Grécia! (...)

Costa "será" preso por ter cão e preso não o ter

11.10.15, António Pinela
Na minha opinião, António Costa vive a sua pior situação política, desde sempre. Que deve fazer António Costa e o PS? 1. Um governo com o PCP e o BE, ou deixar que o PSD/CDS formem governo? 2. Se fizer um governo com o PCP / BE, quanto tempo irá durar este tipo de governo, uns meses (até ao Orçamento de Estado), um ano, dois… Luís fazenda em entrevista ao jornal Observador diz que o PS tem todas as condições para constituir governo, porque não lhe faltará apoio ao (...)

Um dia depois

05.10.15, António Pinela
Tenho acompanhado, hoje, os comentários que se fazem por aqui na Net., claro está, relativamente às eleições de ontem. Dizem uns que o PS deve fazer acordos pontuais, de incidência Parlamentar, com o PSD/CDS, sem se envolver no governo, deste que este respeite aquelas balizas que António Costa lhes marcou ontem (síntese): terminar com a austeridade; promover o crescimento económico e o emprego; fortalecer o estado social. Dizem outros que não. Costa deve fazer cair um governo (...)

Histórias para crianças contadas por Passos Coelho

30.08.15, António Pinela
Conta Passos Coelho, o ainda primeiro-ministro e presidente do PSD: «Nós para crescer precisamos de financiamento, e para ter financiamento precisamos de pôr as contas em ordem. O resto (…) é uma história para crianças», preleccionou, alegremente Passos, no encerramento da “Universidade de Verão do PSD”, em Castelo de Vide (30.08.2015). E quais são essas “histórias para crianças” do reportório de Passos Coelho? Rebuscámos apenas algumas, as mais preferidas do (...)

Os esquecimentos do Sr. Primeiro-Ministro

05.03.15, António Pinela
Afinal, o Sr. primeiro-ministro, Dr. Pedro Manuel Mamede Passos Coelho, não teve apenas problemas de esquecimento (ou ignorância) com a Segurança-Social que, segundo ele, pensava que era de pagamento optativo. Por volta de 2003, um membro da minha família colectou-se nas finanças como trabalhador independente; após o acto, o funcionário que o atendeu disse-lhe, de forma imperativa: «Agora vá inscrever-se na Segurança Social”. No acto da inscrição, interroga a funcionário da (...)

O PCP está pronto para governar

15.12.14, António Pinela
Jerónimo de Sousa disse hoje (15.12.14), nas TV’s que está pronto para governar, desde que o PS rompa com as políticas de direita. Como nós temos acompanhado o ideário do PCP, desde o 25 de Abril de 1974, sabemos o que significa esta posição do PCP: Este partido estaria na disposição de governar com o PS, se o PS aceitasse cumprir, ipsis verbis, o programa do PCP, porque é através deste programa que, segundo Jerónimo, o país teria um governo patriótico, democrático e de (...)

A invenção cratista

10.10.14, António Pinela
Que diabo de método de colocação de professores foi inventado pelo Sr. Ministro Crato? Acabo de ouvir na RTP, no programa sexta às 9 (10.10.14), que a um professor foram atribuídos 75 (setenta e cinco) horários (!), enquanto milhares de docentes precisam apenas de um para sobreviver… De facto, que pensar da competência deste senhor professor que, não se sabe muito bem como, foi parar ao Ministério da Educação! Já concorri a alguns concursos de professores, tenho acompanhado (...)

Palavras de Portas

02.02.14, António Pinela
Paulo Portas disse, ontem (01.02.2014), em Valladolid, aos nossos hermanos, na Convenção Nacional do PP espanhol, que os «socialistas são bons a gastar o dinheiro dos outros», mas que depois recorrem aos partidos da direita «quando o dinheiro acaba». Cheguei a pensar que Paulo Portas era um homem inteligente, conhecedor dos conteúdos de que falava, que racionalizava razoavelmente, quando aplicava a sua metodologia explicativa, por fases, para que, quem o ouvisse o entendesse (...)

Passo coelho a uns tira a outros dá

26.12.13, António Pinela
Se os portugueses (o povo!) ainda tivessem dúvidas quanto à verdadeira política de Passos Coelho, no que concerne à distribuição dos sacrifícios impostos pelo governo/troika, elas ficaram claramente desfeitas na sua triste mensagem de Natal, que me obriguei a ouvir para poder comentar. Não sei porquê, mas não consigo acreditar em uma só frase do Sr. Passos Coelho. Tudo me parece encenado, a contragosto. Ele parece que está a fazer um esforço enorme para olhar de frente para (...)

O Estado Social é o caminho

06.06.13, António Pinela
Face às actuais políticas neoliberais, tão cantadas e elogiadas um pouco por todo o lado, que papel caberia ao estado, na sociedade contemporânea, se estas tivessem acolhimento profundo, uma vez que tais políticas tenderiam a reduzir o papel do estado a uma simples função residual? Os neoliberais apregoam aos quatros cantos do mundo que querem menos estado e melhor estado, querendo com isto dizer que o poder de direito e de facto não deveria residir nos cidadãos, isto é, na (...)

A Coerência Política

20.05.13, António Pinela
Como ciência teórica, a Política é a ciência do ideal ou da doutrinação, a partir da qual, o Governo do Estado, da Região e da Autarquia regularão a sua acção. A doutrinação política é, em geral, obra dos PARTIDOS, que contam com a colaboração, para elaboração desta doutrina ideal, de especialistas de direito, de história, de economia, de pedagogia, de filosofia, de entre outros. As reflexões que enformarão tais doutrinas serão essencialmente teóricas e deverão (...)

Assim vai a liberdade concebida pela direita

12.04.13, António Pinela
A direita retrógrada, saudosista, passadista não perdoa. Há quarenta anos perdeu privilégios, deixou de ter o monopólio da liberdade, do poder, da economia e adorava ser adulada. O povo ergueu-se contra ela,  acompanhou a revolução de Abril e mostrou-lhe que o poder é de todos, a liberdade é um bem comum, o mais precioso de todos os bens, e que os bens económicos também são de todos. Muitos daqueles que engrossavam aquela direita, uns vestiram o fato de macaco e a pele de (...)

O maniqueísmo neoliberal

12.04.13, António Pinela
O governo de Passo Coelho/Vítor Gaspar/Miguel Relvas, dia sim, dia não, quando não todos os dias, laça novos ‘soundbites’ (não é assim que dizem os “tudologos”, na expressão feliz de António Chainho?), que rapidamente se transformam em “factos”. Escolhem um ambiente apropriado, onde a contestação não se fará de imediato; por exemplo, numa qualquer reunião do PSD ou da JSD; num jantar (ou semelhante) com empresários; numa visita ao estrangeiro, ou quando algum (...)

Não raro, a política convive mal com a ética

29.05.11, António Pinela
Os filósofos  têm reflectido e escrito sobre as relações entre a ética e a política. Todos defendem a necessidade de harmonizar ambos os conceitos. Com efeito, há entre os pensadores quem defenda que a crise actual da democracia é, em grande medida, uma crise dos fundamentos éticos, ou a falta de fundamentos éticos na formação de grande número de políticos. Ora, a democracia, para ser viável nas sociedades do novo século, deve assentar sobre certos princípios que se (...)

Os fins justificam os meios…

22.01.08, António Pinela
Talvez por influência do tempo que passa, dei por mim a reflectir sobre uma frase muito conhecida de Maquiavel. Com ele cai por terra a falácia da política enquanto busca da justiça e do bem-estar para todos. Conquistar e manter o poder, eis em síntese a finalidade essencial da política (cf. a sua obra, o Príncipe). É neste sentido que Maquiavel grafa a sua famosa, mas também a mais polémica frase: "Os fins justificam os meios”. Muito já foi dito e escrito sobre esta (...)

O que diz Saramago!

16.07.07, António Pinela
A certas personalidades é permitido dizer todo um chorrilho de disparates que ao comum dos mortais está vedado, sob pena de ser apelidado de louco, néscio ou, referindo-me ao caso que me faz escrever estas linhas, de traidor. O que diz Saramago? À pergunta do Jornalista do DN «Qual é o futuro de Portugal nesta península?» Saramago não hesitou: «Não vale a pena armar-me em profeta, mas acho que acabaremos por integrar-nos.» (Ver entrevista do escritor ao D.N. de 15.07.07). (...)