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FILOSOFIA

A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser. António A. B. Pinela.


Sábado, 09.09.17

DAR PASSOS MAIORES DO QUE A PERNA

O PCP e o BE não gostaram de ouvir de António Costa que não é possível “dar passos maiores do que a perna”, reportando-se ao Orçamento de Estado para 2018.

Provavelmente, tanto Jerónimo de Sousa como Catarina Martins ainda não intuíram da possibilidade de António Costa também não gostar de ouvir algumas [muitas] coisas que dizem, no que respeito diz à sua governação.

Quem ouvir, por exemplo, Catarina Martins, no seu afã de mostrar protagonismo, fica com a sensação de que ela é que é a Primeira-Ministra. Não fora ela e nada de razoável teria sido feito desde a tomada de posse deste governo.

Jerónimo de Sousa é mais prudente nas suas reivindicações. Afinal, a experiência conta muito.

Mas devo fazer um reparo a estes dois apoiantes deste governo. Se o Partido Socialista alinhasse pelas suas políticas, daqui a dois anos teríamos por cá, outra vez, a TRÓICA a assombrar as nossas vidas.

É bonito e parece bem reivindicar em nome do povo, é o que todos os políticos fazem. Mas não me esqueço do brutal aumento de impostos, de cortes e congelamentos de salários e pensões, etc., executados pelo anterior governo, que a todos atingiu.

Que se dêem passos razoáveis e seguros, com o objectivo de devolver a trabalhadores, reformados e pensionistas o que lhe foi retirado de 2011 a 2015, para que se possa melhorar a situação de todos. Dar passos maiores do que a perna conduz, necessariamente, a quem os dê, a que se estatele no meio do chão. E, às vezes, as quedas trazem sequelas perduráveis. É bom não esquecer.

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publicado por António Pinela, António Pinela às 18:09

Terça-feira, 16.06.15

QUE FALTA VENDER EM PORTUGAL

Passos Coelho e Paulo Portas vendem tudo, mas sobretudo vendem o que não é deles. O que já venderam era, e o que estão para vender é de todos os portugueses; logo, à luz das minhas leis, porque Portugal também é meu, cometeram e cometem ilegalidades.Mas antes de avançar na minha reflexão, deixo a seguinte pergunta aos meus leitores: Porque será que tudo o que este governo põe à venda tem muitos interessados?

É que o governo diz que as empresas do Estado dão prejuízo, têm dívidas elevadas, estão falidas… Mas se dão prejuízo e têm dívidas elevadas, porque as cobiçam tanto, os privados? Diz apressado o governo do PSD/CDS: Os privados são melhores gestores que os públicos. Mas, pergunto eu, que não percebo nada da gestão das grandes empresas, apenas sei gerir, com dificuldade, a reforma que aufiro depois de trabalhar desde os dez (10) anos de idade até aos 65; pergunto eu, dizia, não é verdade que os tais sábios gestores passeiam-se entre o sector público e o sector privado da economia? E já agora, uma pergunta muito ingénua: quem nomeia os gestores para as empresas do sector público, é o Povo, o Parlamento ou o governo? Diz-me a minha memória que é o governo. Então, sendo assim, das duas uma, ou as duas ao mesmo tempo: ou o governo não percebe nada de gestão e então nomeia gestores, apenas por critérios políticos, para arruinar as empresas e, depois, ter argumentos para as privatizar; Ou os gestores, sendo competentes no privado, sabendo que o governo não lhes convém a sua competência, deixam correr o marfim, dando pretexto ao governo para aplicar a mesma receita: privatize-se.

Ora, tem sido, na minha despretensiosa opinião, o que têm ocorrido nos últimos anos, em Portugal. Arranjar argumentos, mesmo à trouxe-mouxe, para desbaratar o sector público do Estado. Não confundamos o Estado com o governo. Parafraseando um amigo de juventude, arranha-me o cérebro quando oiço alguns governantes dizer que falam o nome do Estado; sabendo eu que tal não é verdade. Eles falam em nome próprio, talvez do governo, agora do Estado? Livra!

Mas voltemos às empresas que têm estado em leilão. Este governo do PSD/CDS já vendeu quase todos os símbolos de Portugal, e fê-lo com uma perna às costas:

  • EDP (a eléctrica portuguesa): Os 21,35% que o Estado ainda detinha foram despachados para a China Three Gorges.
  • REN (a empresa que gere as redes de electricidade e gás do país) foi entregue à Chinesa State Grid e à Oman Oil.
  • CTT (um dos símbolos maiores de Portugal) foi despachado, em bolsa.
  • Fidelidade (os seguros da Caixa Geral de Depósitos) também não fugiu ao capitalismo bondoso dos chineses da Fosun.
  • HPP (hospitais privados de Portugal, também do universo CGD) foram parar às mãos norte-americanas da Amil.
  • ANA (Aeroportos de Portugal) teve o mesmo destino, mas desta vez ficou aqui mais próximo, Coelho/Portas venderam esta empresa à Vinci de França.
  • FALTA VENDER O QUÊ? Espanhóis, franceses e ingleses, e “o novo dono da TAP”, estão desejosos para comprar a Carris e o Metro de Lisboa… deve ser porque são empresas que dão prejuízo! Depois disto, que falta vender? AS RUAS DE PORTUGAL. Provavelmente, será isto que bailará naquelas mentes iluminadas, patrióticas e de direita que, transitoriamente, nos saíram em sorte, mas que sorte, meu Deus!

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publicado por António Pinela, António Pinela às 13:28

Sábado, 11.05.13

Idosos de Portugal, uni-vos!

Para as suas poupanças, este governo (de Passos/PSD – Portas/CDS) corta em tudo o que ainda mexe. Mas quem mais tem sofrido com esta ferocidade destruidora têm sido os funcionários públicos e os reformados e pensionistas. Então, os pensionistas, que já são velhos, dão trabalho e, amiúde, adoecem, e não têm poder reivindicativo, têm sido o “bode expiatório” desta governança social-democrata/democrata cristã. Ao ouvir estes senhores, ficamos a saber que, para eles, os velhos têm a obrigação de morrer, são uns empatas, não estão cá a fazer nada e são um empecilho à regularização das contas públicas do Estado! Por isso, IDOSOS/REFORMADOS E PENSIONISTAS de Portugal uni-vos contra este governo, senão temos que partir para o outro Mundo, para ele/governo poupar os milhões que lhe faz falta, segundo os seus critérios e compromissos que assumiu com a famigerada tróica; com os bancos, com assessores pagos a preço de ouro, etc.

Mas quando me refiro aos pensionistas, estou a pensar naqueles que têm uma longa carreira contributiva para CGA, que são os mais visados. É neste ponto que me interrogo: é justo cortar nestes pensionistas? Porque não cortam naqueles que descontaram uma dúzia de anos, ou nem tanto, e auferem pensões elevadas ou mesmo elevadíssimas, se comparadas com aquelas que auferem o comum dos portugueses? Creio que não preciso indicar nomes, Passos Coelho sabe muito bem quem eles são. Basta olhar para o seu Partido e, provavelmente, encontrará quem está nessa situação. Porquê? Será que as pessoas que estão a beneficiar desta disposição ficam bem com a sua consciência, quando observam que o governo está a “lixar” o Zé, que, em muitos casos, nem ganha para se alimentar?

Onde está a ética governativa, onde está a moral dos políticos que admitem semelhante desigualdade? Porque não corrigem estas situações? Ou para estes casos, a retroactividade é inconstitucional, mas para o Zé Povinho não é?

Que democracia é a nossa? Que liberdade criámos com o 25 de Abril? Onde está a justa repartição dos rendimentos?

A conclusão a que chego, sem reflectir muito, é que o governo despreza o povo e, em particular, os velhos. Aliás, estes são mesmo o alvo a abater. E vão consegui-lo: cortando, cortando… nas pensões, aumentando as taxas moderadoras, anulando apoios que alguns doentes tinham, como os doentes oncológicos. Não estou a falar por ouvir dizer.

Referindo-me a mim próprio, já não sou um menino que quer fazer carreira nalgum partido, num governo, na Europa ou em qualquer Banco ou Empresa; já passei dos 70. Comecei a “vergar a mola” com 10 anos de idade; trabalhei 55 anos; descontei, 40 anos para a Segurança Social e para a CGA. E como eu, tantos outros…

Antes de me aposentar, dirigi-me à CGA, em Lisboa, apresentei o meu histórico de descontos. Disseram-me, naquela Instituição, quanto iria auferir de pensão mensal. Tudo isto com base num CONTRATO que eu e o Estado assinámos, havia já muitos anos. Enquanto estive no activo, nunca me foi proposto que alterássemos o contrato. E assim me aposentei acreditando que vivia num Estado de Direito, e que este iria cumprir com as suas obrigações, porque eu confiei-lhe as minhas poupanças (descontos mensais), para que as capitalizasse e, assim, quando eu precisasse, na reforma, ser-me-iam devolvidas em parcelas mensais. Com que direito e legitimidade quer, agora, este governo, retirar-me o que é meu? Sinto-me enganado pelo Estado, representado, nestes últimos dois anos, por Pedro Passos Coelho. Para mim e, infelizmente, para a maioria dos portugueses, o Estado deixou de ser uma “Pessoa de Bem”.

Mas, senhores do poder, não se esqueçam que o poder é efémero, é transitório, e os reformados são uma força poderosa: têm, além do poder da palavra, o poder do voto. Oportunamente, façamos valer este poder. Os idosos não se estão a lixar para as eleições.

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publicado por António Pinela, António Pinela às 22:57

Terça-feira, 30.04.13

Um enorme buraco chamado swap

Mais um enorme buraco. O poder financeiro e a incompetência agridem, sem descanso, o Estado Português, lesam os portugueses, sempre em favor dos mesmos – os ricos, os especuladores – aqueles que se sentam à mesa do Orçamento do Estado.

As notícias que vêm a público são de arrepiar o cabelo. Dizem aquelas, que pululam pelos meios de comunicação tradicional e pela Net, que algumas empresas públicas (mais de uma dezena) pagaram ou estão a pagar juros superiores a 20 %, por dinheiro pedido a algumas instituições bancárias.

Serão às centenas os contratos especulativos celebrados pelas empreses públicas, no decurso dos últimos dez anos. Ao que se diz, as importâncias contratadas constituiriam autênticos taleigos azulados, cujo conteúdo seria empregue para despesas,  provavelmente, jamais esclarecidas.

As notícias relatam que o enorme buraco já alcançou cerca de três mil milhões de euros que, aliado ao enorme buraco do Banco Português de Negócios (BPN), faz perceber por que razão o país está no estado em que está – a pedir esmola.

Por que chegaram as taxas de juro a este patamar? Porque tais produtos financeiros terão ficado protegidos pela variação da taxa de juro (swap). O Negócio sob esta imagem terá sido feito apenas com bancos estrangeiros (americanos, alemão, inglês e espanhol), comenta-se. Este negócio está a ajudar a causar graves danos ao Estado.

Segundo a informação disponível, na perspectiva das empresas, esta contratação seria uma medida que protegeria as mesmas contra a subida dos juros, mas, diferentemente do que pressagiaram, revelou-se um autêntico sorvedouro do dinheiro público, em favor dos especuladores financeiros. O que representa, para o povo português este negócio ruinoso? Mais austeridade, mais miséria, logo, mais pobreza.

A TROIKA quer que o governo de Passos Coelho/Vítor Gaspar corte mais de 4000 milhões de euros nas Funções Sociais do Estado. O enorme prejuízo, ora descoberto já aponta para valores na ordem de 3000 milhões de euros, o que equivale a 75 % daquela verba ‘swap’. Se adicionarmos o outro buraco já referenciado, o BPN, que já consumiu mais de 5000 milhões de euros ao erário público, ou seja 125 % relativamente à verba que a Troika quer cortar aos portugueses, damo-nos conta de 8000 milhões de euros gastos sem qualquer proveito para os portugueses. Percebe-se, assim, muito bem, que o corte que o governo quer aplicar é desnecessário. Com efeito, ainda sobram 4000 milhões como saldo positivo, que dá e sobra para o governo pagar o que tem extraído aos trabalhadores e aos reformados. Logo, toda esta crise que se tem aplicado a Portugal é um embuste. O dinheiro tem que estar em algum lado. O governo deve procurá-lo.

Pergunta-se, ainda: qual a razão porque os cortes atingem sempre os mais fracos, com a perda de emprego, de subsídios no desemprego, de férias ou de Natal ou na doença, cortes nos salários e nas pensões dos reformados; aumento de impostos? Quem cometeu aqueles erros foram os trabalhadores por conta de outrem, os reformados, os pobres? Ou foram os bem instalados na vida à custa dos anteriormente indicados? Porque não pagam eles os já descobertos 8000 milhões desaparecidos? Onde está a moralidade dos cortes?

Quem gere os negócios dos bancos que vão à falência, ou das empresas públicas que têm resultados negativos, todos os anos? Não são os gestores altamente competentes, pelo menos aos olhos de quem os nomeia e a seus próprios olhos, e que ganham fortunas mensais, se comparadas com o comum dos trabalhadores? Sendo assim, que moral têm os governantes para nos exigirem sacrifícios da dimensão daqueles com que estamos a ser alvejados?

Só estes dois buracos financeiros (banco e algumas empresas públicas) mostram bem como são geridos os dinheiros públicos. 8000 milhões para onde foram? É obra. Seria necessário e saudável para credibilizar política, que todos os sectores do Estado fossem sujeitos a uma profunda investigação.

Para que não sejam sempre os pobres e a classe média (que já não existe, desde Passos/Gaspar) a pagar a factura, todos os Ministérios, e o que deles depende, deveriam passar por uma profunda auditoria – de fio a pavio. Depois de uma acção assim levada a cabo, e chamados a prestar contas os protagonistas responsáveis, creio que os portugueses voltariam a acreditar nos políticos. (Abril de 2013).

António Pinela

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publicado por António Pinela, António Pinela às 22:28



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